Vídeo 1 de 3 da campanha.
Tudo bem que a idéia de um plebiscito para reestatizar (ou não) a Vale do Rio Doce seja algo totalmente inviável no cenário atual. Mesmo com o apoio do PT, e várias ações na Justiça, a experiência demonstra que não deve acontecer nada.
Mas a simples impossibilidade prática não quer dizer que a idéia seja absurda, e que não mereça um movimento em sua defesa.
Acho incrível que os argumentos da direita (nos comentários aqui também) se resumam ao “tamanho do estado” (que concordo deva ser mínimo) e a “eficiência” da “nova Vale” (cuja grande ação foi simplesmente elevar o preço mundial do aço).
Parecem alheios a aspectos como lisura e legalidade. Não importa se foi uma falcatrua, se lesou os cofres públicos, se existiram interesses escusos… Como um mantra repetem: “O estado deve ser mínimo”, “Hoje a Vale é mais eficiente”…
A “lógica” da direita non sense:
A iniciativa privada é mais competente que o poder público;
O estado deve ser mínimo;
Logo, devemos aceitar a corrupção na venda de empresas estatais.
E vejam bem, quem diz que a empresa foi vendida por 89 bilhões a menos não sou eu nem o Zé da Esquina, mas a Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ):
“O documento aponta ainda que não foram avaliadas as reservas de titânio, calcário, dolomito, fostato, estanho/cassiterita, granito, zinco, grafita e nióbio, as participações acionárias da CVRD na Açominas, CSN, Usiminas e Companhia Siderúrgica de Tubarão, o direito real de uso da propriedade imóvel do complexo minerário de Carajás e o conhecimento adquirido em 30 anos de pesquisa.” Fonte
Apenas pra ilustrar, segundo o economista Aloísio Leal, da Universidade Federal do Pará, “somente a reserva mineral de Carajás, com cada tonelada negociada a R$ 0,50, dá duas vezes o preço de venda“.
Mas nada disso importa.
Repitam comigo:
“O estado deve ser mínimo.”
“Hoje a Vale é mais eficiente.”